segunda-feira, 20 novembro 2017

O estranho mundo de Tim Burton

Aquela imagem de um menino solitário e ignorado pelas pessoas em sua volta é a que cerca as pessoas mais talentosas que provavelmente você já deve ter conhecido. E claramente com Tim Burton não seria diferente, não é mesmo?

Cachorros e monstros eram os seus melhores amigos. Podemos então compreender melhor suas referências em suas criações. Tim teve uma infância e adolescência vivida em casas e bangalôs do subúrbio da Califórnia.  A arte audiovisual já era presente em sua vida de uma forma involuntária, no subúrbio ele era iluminado pelos raios do cinescópio.

De uma infância rodeada por desenhos animados e filmes de monstros a uma adolescência hiperativa com suas próprias interpretações de tudo aquilo que via. O que era considerado grotesco e repleto de truques chamava sua atenção de uma forma especial e no futuro daquele jovem ele mal imaginaria que isto seria expressado em seus trabalhos.

O mundo da imaginação sempre foi o abrigo daquele adolescente “fora do padrão” que se encaixava perfeitamente entre o horror, ficção científica, desenhos animados e o trash. Sem dúvidas o fato de ter transitado entre os mais diversos estilos audiovisuais em sua época o tornou um verdadeiro acervo vivo de referências.

“Quando você não tem muitos amigos, você se distancia do resto da sociedade, é como se estivesse olhando por uma janela (…) mas existem muitos filmes bizarros por aí, então você consegue aguentar bastante tempo sem amigos”.- “O estranho mundo de Tim Burton – Paul A. Woods”.  – Essa citação por ele mesmo mostra como ele se sentia durante sua infância e adolescência.

Sua personalidade transformada em criação.

O estilo criado por ele, gótico-infantil, é um misto de um mundo sombrio e pesadelos coloridos reflexos da construção da sua personalidade enquanto criança e adolescente e que foram transformados em arte.

Tim teve seus primeiros contatos com o mundo audiovisual aos treze anos quando começou a produzir seus curta-metragens em Super 8 (é um formato cinematográfico desenvolvido nos anos 1960 e lançado no mercado em 1965 pela Kodak, como um aperfeiçoamento do antigo formato 8 mm).

Suas primeiras produções tiveram inspirações e referências de obras da sua época. Mas sua inquietude o fizeram experimentar outros métodos de criação, como por exemplo animação em stop-motion. Após experimentar este método e aprimorá-lo ao frequentar o Instituto de Artes da Califórnia nasceu o curta animado Stalk of the Celery Monster em 1979, esta produção foi a porta de entrada para o mundo Disney.

“Os vários anos trabalhando na Disney, apesar de frustrantes, deram início à evolução gradual da sua estética de desenhos animados góticos, reconhecida mais tarde como dotada de um estilo único. A Disneylândia de Burton tem a atmosfera da Mansão Mal-Assombrada do parque, com seus fantasmas zombeteiros e brincalhões, juntamente com a floresta da Branca de Neve, onde mulheres bonitas se transformam em velhas caducas e os medos de criança pré-púberes se refletem em árvores sombrias e retorcidas”. – “O estranho mundo de Tim Burton – Paul A. Woods”.

Trabalhos destaques

Vicent (1982) – Foi uma criação em parceria com o produtor Rick Heinrichs, sem dúvidas uma produção feita a baixo custo já que seu orçamento foi de US$60 mil. E foi premiado em 1984 no Audience Award no Ottawa International Animation Festival. Vicent é uma onde o personagem principal é um garoto com um ar sombrio mas que vivencia situações divertidas quando imita seu ídolo das telas. A impressão que se tem é que Vicent é um alter-ego de Tim, visto que o garotinho vive em mundo imaginário com suas leituras dos contos de Edgar Allan Poe do que fazer tarefas cotidianas que garotos da sua idade costumam fazer.

As grandes aventuras de Pee-Wee (1985) – Saindo do mundo dos curtas e encontrando o seu lugar nos longas-metragens o jovem Tim com seus vinte e seis anos dirigiu o popular showman infantil Pee-Wee Herman em seu próprio filme. As características que fizeram com que o filme tivesse tanto destaque conforme Woods afirma foram “suas geringonças inusitadas e um humor aloprado, o filme é uma dessas raras ocasiões nas quais os ingredientes criativos contribuem para cada parte se encaixe perfeitamente”. E falando de identidade, Tim não poderia deixar de fora suas marcas registradas como uma sequência de sonhos bizarros com bastante expressão.

Batman (1989) – Um filme rico em recursos visuais não poderia passar despercebido e sem levar o prêmio de melhor direção de arte no Oscar.  Mas o caminho para chegar ao topo da considerada a maior premiação da academia não foi tão simples. Com Tim na direção, Batman foi alvo de diversas críticas pelos fanáticos por quadrinhos na época, foi um projeto longo iniciado em 1979 após inúmeras negociações. As referências sombrias e ao mesmo tempo poéticas de Tim auxiliaram na construção do personagem principal, embora ele tivesse dedicado a trabalhar alguns aspectos psicológicos de Batman após ler alguns textos que o fizeram perceber algumas semelhanças com o Superman.

Edward mãos de tesoura (1990) – Um divisor de águas na carreira de Tim Burton, quem nunca parou para ver esse filme na Sessão da Tarde? O misto de Frankenstein romântico com a figura bizarra de um homem onde em suas mãos existiam tesouras. Aqui surgia uma parceria que podemos considerar perfeita, com Jhonny Depp desempenhando perfeitamente o papel sombrio do personagem, ficou claro que Tim encontrou o parceiro ideal para dar vida as suas criações. A inspiração na criação da obra foram os contos de fadas mesclado com a particularidade do personagem principal em ter dificuldades como comunicar, tocar, além de suas confusões consigo mesmo.

A fantástica fábrica de chocolate (2005) – Sem dúvidas foi uma produção realmente/literalmente fantástica, é a segunda adaptação da obra de Roald Dahl e ganhou os corações não só das crianças de 2005 mas das crianças de 1971 que reviveram novamente a emoção de ver na tela Willy Wonka, Charlie, Veruca, Mike, Violet, Augustus e os Oompa Loompas e as desventuras durante o tour na famosa fábrica. E para consagrar ainda mais a parceria “Burton feat Deep” o filme faturou o prêmio Empire Award de melhor Ator para Jhonny Deep.

Sabemos que a genialidade de Tim Burton vai muito além dos filmes que destacamos por aqui, outros exemplos de obras que marcaram gerações foram, A Lenda do Cavaleiro Sem Cabeça (1999) – premiado como melhor direção de arte no Oscar, A Noiva Cadáver (2005) – premiado como melhor animação pelo Saturn Award, Alice no País das Maravilhas (2010) – premiado como melhor direção de arte e figurino no Oscar, Frankenweenie (2012) e seu último trabalho O Lar das Crianças Peculiares (2016). Para conferir a filmografia completa deste gênio e dar um up nos filmes para se ver, acesse aqui. E segura a ansiedade que esse ano tem ainda tem Os Fantasmas Se Divertem 2 e em 2018 tem Dumbo.

Dica Draw

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Assim como nós o Chico é mineirinho, então já sabe né? O encantamento nesse rolê é certo! 😉


Este conteúdo é um publieditorial.
Fonte: Publico, Wikipedia, AdoroCinema, “O estranho mundo de Tim Burton – Paul A. Woods”.

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