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Por que a Funko se tornou tão popular?

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Me dei a oportunidade de ver o filme sobre os curiosos bonecos de vinil que tem se tornado um verdadeiro fenômeno de alguns anos pra cá. Antes de conhecer a história desse império a fundo, pensei ingenuamente que era mais um objeto hypado (que nunca sai de moda) que me lembro de ver pela primeira vez por meados de 2015/2016, bem, muito ingênuo mesmo o meu pensamento.

A Funko, é uma empresa com mais de 20 anos de história e tudo começou com pequenos bonecos que mexiam a cabeça, os famosos bobbleheads.

Resumidamente, a história começa com dois nomes Mike Becker e Rob Schwartz, ambos tinham um apreço por objetos retrô e enxergaram uma boa oportunidade de um nicho de mercado, mal sabiam que seriam os percursores do que atualmente conhecemos como cultura popEm suas viagens pelas roadtrips dos Estados Unidos, colecionaram incríveis imagens de placas de hotéis, que naquela época eram comuns serem em néon.

Os dois amigos durante a trajetória, começaram a investir naquilo que consideravam “quinquilharias”, participavam de trocas e vendas. Compravam tudo aquilo que julgavam legal e revendiam. Consideravam aquele trabalho como resgate de culturas descartadas.

Uma curiosidade sobre sobre o naming, Funko era para se chamar Brain Works, mas foi considerado um nome bem ruim e não passava o feeling do que realmente gostariam de fazer. Então a mente criativa de Mike pensou em um termo chamado FUNK-O, onde ele conseguiu enxergar a raiz em criar uma empresa divertida, porém ainda não foi o suficiente. Foi quando ele pensou em FUNK COMPANY, e encurtou o nome para FUNKO.

A história sobre a consolidação desse império da cultura pop, eu recomendo que você assista o filme que encontra-se disponível na Netflix. Enquanto assistia o filme, fiz algumas observações e gostaria de compartilhá-las.

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Fachada Funko Store – Everett / Washington – Imagem: My Edmonds News

 

#1 CRIATIVIDADE EM SE REINVENTAR

Mike Becker, COF (Chairman of Fun) da Funko, fundou a empresa, em sua casa, em 1998, no início era focada na produção de bobbleheads. Por acreditar no potencial de sua empresa, ter o espírito empreendedor e não querer ficar em sua zona de conforto, Mike decidiu ampliar os produtos produzidos pela Funko, logo visualizou a oportunidade perfeita para se tornar um referência da cultura pop.

Estabeleceu-se então os novos produtos que iam de action figures, pelúcias, gadgets eletrônicos, vestuário e até mesmo cereais. Mas sem dúvidas o pulo do gato da empresa foi a criação do hoje temos como carro-chefe, as miniaturas Pop!, aquelas estatuetas de vinil simpáticas que caíram na graça da comunidade geek e apaixonados por colecionar.

Tendo isto, podemos enxergar que a Funko é uma empresa com uma identidade inquieta, que anseia por estar sempre renovando seus produtos e reinventando possibilidades de uso para eles. Para um de seus sócios, foi uma maneira de se conectar através da arte e criatividade.

#2 ACREDITAR NO QUE VOCÊ OFERECE

Sem dúvidas que boa parte do sucesso atrelado a Funko vem da capacidade de se acreditar no produto oferecido. Mike prova isto no filme, contando algumas de suas estratégias para se ingressar ao mercado. Os amigos fizeram diversas reuniões para chegarem em um ponto de partida de um produto ideal para ser oferecido, então começaram a produzir os bobbleheads.

Proporcionar a diversão era algo que eles estavam dispostos a fazer, independente do que fossem oferecer para o público. Sparky’s e Big Boy foram sem dúvidas peças chave de uma etapa super importante da marca, a visão e feeling de Mike em por o produto em mãos certas sem dúvidas foi a decisão mais certeira na construção do império.

Uma fala bem marcante de Mike no filme é – “Comecei com coisas que sabia que conseguiria por quase nenhum dinheiro” – nos levam a reflexão que precisamos estabelecer nossas metas e que dinheiro é essencial para atingi-las, mas não o principal.

Big Boy (1998) / Big Boy (2019) – Imagens: Pop Price Guide / Cellshop

 

#3 ENTENDER QUE TUDO É UM PROCESSO

Passar por diversos processos para o aperfeiçoamento sempre estiveram presentes na filosofia da empresa e acredito que constantemente são adicionados novos. Naturalmente tendemos a querer passar etapas para se chegar logo ao ponto que visualizamos como ideal, o sucesso da Funko sem dúvidas se deu compreender e respeitas os processos em sua caminhada.

Tomamos como exemplo as figuras de Betty Boop e Austin Powers, estes foram personagens do mundo pop que fizeram história com os cabeçudinhos. Em uma estatística da empresa, foram produzidos em uma determinada época cerca de cem mil bobbleheads de Austin Powers, diretamente da garagem citada lá no início deste artigo.

Isso me leva a crer que garagens são um verdadeiro marco em grandes marcas consolidadas, temos como exemplo Apple, Amazon, Disney, Google, enfim, Mike sabia a importância de se posicionar como uma grande empresa.

Um exemplo citado no filme é uma situação em que ao atender o telefone, o próprio Mike se passava pelos setores dentro da empresa. Com este tipo de pensamento e ampliando o quadro de clientes, logo fizeram dinheiro suficiente para a expansão da linha de produtos.

Viram também a necessidade de criarem um mascote para a empresa, então nasceu o Freddy Funko, ele também foi parte essencial da popularização da marca, visto que além de humanizar a marca, criou-se uma identidade ainda mais divertida e reforçou o posicionamento da empresa.

A esta altura a visibilidade da grande vitrine da Funko na Sparky consequentemente abriu portas para o atendimento de outras marcas que gostariam de humanizá-las através dos bonecos, Reddy Killowatt, Conde Chocula, Little Sprout e Alka Seltzer foram personagens ilustrados pela Funko e foi-se notando um novo nicho de pessoas que gostavam dos mascotes de produtos e serviços que elas consumiam.

Então, com as licenças de grandes personagens que tomavam espaços nas prateleiras e novos clientes aderindo a simpatia dos bobbleheads para fortalecer sua marca, o céu era o limite para a Funko. Rob Schwartz faz uma pequena observação que me chamou atenção – “É assustador pensar que não houve um plano, só seguindo nossas regras é que chegamos aqui”.

Na sequência: Reddy Kilowatt, Conde Chocula, Little Sprout e Alka Seltzer. – Imagens: Google Imagens

 

#4 CRIAR EXPERIÊNCIAS PARA O SEU CONSUMIDOR

Em 2002, aconteceu um grande marco para o público da Funko, tem-se notícia do primeiro Funko Fundays. Pensando em uma maneira de “retribuir” a aderência do público e aproximar ainda mais a marca com seu consumidor final, o evento foi criado e teve sucesso absoluto. A primeira edição ocorreu na Sparky, aquela mesma citada no tópico anterior.

Era uma maneira de proporcionar uma experiência exclusiva e inesquecível para o público. O contato direto com os criadores sem dúvidas era o momento de longe mais marcante. O grande insight desta experiência foi o consumo de cereais no evento pelos funko fanatics, que mais tardar viraria mais um produto da marca.

Mas, como parte de todo sucesso da experiência, foi oficializado o Funko Fundays, que tomou proporções inimagináveis, atualmente reúne fãs de toda parte do mundo ou os próprios organizam suas Funko Fundays independentemente, a experiência de unir os apaixonados pela marca ultrapassa fronteiras, idades e gêneros.

Hoje em dia, fazer parte da fatia dos funko fanatics se tornou muito além de consumir os produtos, ou um brandlover, posso arriscar a dizer que é um estilo de vida, mas isso eu falo um pouco mais no próximo tópico.

Funko Fundays 2017 – Imagem: Facebook Funko

 

#5 MEXER COM A MEMÓRIA AFETIVA

Aos poucos os fundadores foram percebendo o comportamento do público e utilizando isso ao seu favor. Ter um Funko na prateleira se tornou muito além de um objeto de desejo, ou colecionável. Posso citar que tem mais ligação com a memória afetiva que eles possam causar do que qualquer outra coisa.

Quando foi fundada, a empresa tinha como projeto vários brinquedos de baixa tecnologia e temas nostálgicos. Certamente, quando apelamos para a nostalgia é como se fosse uma receita certa. Que fã não gostaria de ver seu personagem favorito eternizado em um bobblehead, action figure ou em um Pop! ? E foi pegando nessa onda que a Funko consolidou um público homogêneo e fiel aos seus produtos e propostas.

No próprio filmes, podemos nos deparar com cenas inusitadas de pessoas que fazem um altar particular para seus Funkos, como também repassam de alguma maneira para seus filhos essa cultura ou conta histórias utilizando os bonecos. Falar que uma marca se torna um estilo de vida é algo de certa forma meio “forçado”, mas quando vemos a empolgação dos brandlovers ao mostrar suas coleções e contando suas histórias para adquiri-los você consegue compreender melhor o porque de uma marca se tornar um estilo de vida e conseguir ganhar tanta força.

#6 NUNCA PARAR

Acredito que o time criativo da Funko funciona como uma máquina infinita de ideias. Sempre haverá uma maneira de surpreender o seu público e acredito que essa sem dúvidas é o segredo do sucesso da marca. Como também acredito que parar não é uma opção para eles. A Funko certamente fará muita história, terá muitos colecionadores e uma vida longa e próspera. Para ilustrar este tópico, trago uma grande, se não a maior, reflexão desse filme apontada pelo fundador Mike Becker – “Só quero fazer coisas que gosto, porque se eu gostar deve haver outras pessoas que gostam.” – ou seja é uma marca feita por pessoas para pessoas, isso explica muito sobre o seu estrondoso sucesso.

Tentei fazer uma breve conexão entre a criatividade e uma marca que utiliza dela todos os dias para se reinventar. Vale lembrar que a história da Funko, como diversas marcas não nasceram de um dia para o outro, mas sim, através de muitas experiências, erros e acertos, visões e objetivos, na luta incessante para se destacar.

Transformar os bonecos “cabeçudos” em um objeto de desejo vai muito além de um marketing bem feito (não desfazendo dessa etapa tão importante, é claro), se trata de afetividade, empatia, experiências e o poder de usar a criatividade ao seu favor. Recomendo fortemente parar 1h:39min do seu tempo para ver essa incrível história e se inspirar. Aí sim você terá a resposta correta para o título deste artigo.

 

 

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Publicitária apaixonada por cores, música, tattoo, viagem e design, MUITO design! Idealizou e resolveu dar asas ao projeto que tinha que sair da mente, a "Draw Their Ideas", que hoje é carinhosamente conhecida como Draw.

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